Doença sexualmente transmissível, a sífilis se tornou uma grande questão na saúde pública. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015 foram notificados mais de 65 mil casos de sífilis adquirida, o que representa um aumento de mais de 5.000% em relação ao ano de 2010, quando foram notificados 1.249 casos. Por isso, neste sábado (21), o Brasil vivencia, pela primeira vez, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita.

Mesmo sendo uma doença que cresce de forma exponencial entre a popualçaõ sexualmente ativa, há muito desconhecimento sobre a sífilis. Confira sete informações que você precisa saber sobre a doença e previna-se:

1- Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode ter consequências ruins SE NÃO TRATADA, mas é de cura simples mediante o tratamento correto com antibiótico. Os parceiros também precisam ser tratados.

2- A sífilis se apresenta em quatro estágios (primária ou cancro duro, secundária, latente e terciária). Cada uma delas tem sinais e sintomas diferentes.

3- A sífilis pode passar despercebida ou ser fugaz, parecendo que houve cura espontânea. Mas ela pode permanecer latente e se manifestar no futuro, em forma mais grave.

4- A sífilis pode ser transmitida por sexo vaginal, anal ou oral, em relações homo ou heterossexuais. A única forma de reduzir o risco de contrair ISTs é usar proteção (preservativo) em todas as relações sexuais, mesmo que você confie no parceiro ou parceira. Ele/ela pode não saber que tem ou teve a infecção.

5- A sífilis pode ser tratada e curada, mas pode ser adquirida novamente. Quem teve Sífilis uma vez, pode ter de novo.

6- A grávida que adquire sífilis pode transmitir para o bebê. A Sífilis congênita vem aumentando muito no Brasil e causando muita preocupação (atualmente, cerca de 5 casos a cada mil nascidos vivos).

7- Um simples exame de sangue, como por exemplo o VDRL, ou uma sorologia para sífilis, pode indicar a presença da doença e deve ser feito em todas as gestantes e por todas as pessoas com vida sexual ativa, periodicamente.

Por: Dra. Luisane Vieira, médica patologista clínica e diretora técnica do laboratório Geraldo Lustosa

Fonte: (hojeemdia.com.br)