Uma família dona de duas distribuidoras de medicamentos é investigada por sonegar mais de R$ 20 milhões nos últimos anos. As empresas, com sedes em Poços de Caldas e Betim, no Sul de Minas e Região Metropolitana, respectivamente, além de Rio Claro (SP), estão sendo vasculhadas.

Nesta quinta-feira (10), agentes do Ministério Público, da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Polícia Civil e Advocacia-Geral do Estado (AGE) cumprem quatro mandados de busca e apreensão durante a operação “Dose Dupla”.

“Essas empresas têm como sócios/proprietários membros de uma mesma família, evidenciando a existência de um esquema criado para simular operações comerciais entre os estabelecimentos e dificultar a fiscalização”, informou o Ministério Público.

Fraudes

Entre as irregularidades constatadas, conforme o MP, estão divergência de dados no Documentos Auxiliares de Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), o uso de notas paralelas e o aproveitamento de um mesmo documento fiscal para acobertar diversas saídas de mercadorias, além do enquadramento tributário indevido de empresas como “distribuidora hospitalar”.

A força-tarefa contou com a participação de dois promotores de Justiça, 29 servidores da SEF e 15 policiais civis – entre eles um delegado de Polícia do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet).

Balanço

Segundo informações do Ministério público, em Betim os trabalhos continuam até às 20h. Documentos já foram apreendidos e a extração de dados no servidor da empresa e outros equipamentos avaliados como estratégicos está sendo concluída.

Já em Poços de Caldas, o Ministério Público concluiu a extração de dados dos equipamentos e fez a apreensão de documentos. Em Rio Claro/SP a previsão é de encerrar os trabalhos até às 20h. Foram apreendidos documentos e o trabalho de extração de dados está em curso.