Um estudo realizado na Epamig Instituto de Laticínios Cândido Tostes, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, mostrou que o queijo prato pode ser mais um aliado na prevenção de doenças e lesões oculares, como a catarata e a degeneração macular, que chega a causar cegueira em pessoas com mais de 65 anos. Isso pode acontecer com a utilização de corantes bioativos, como a luteína, na fabricação do produto.

A pesquisa conquistou o primeiro lugar no 11º Prêmio Saúde 2017, da revista Saúde e da Editora Abril, entregue esta semana, em São Paulo. O estudo venceu na categoria Tecnologia de Alimentos entre diversos trabalhos de todo o país.

“Substituímos o corante de urucum, tradicionalmente utilizado durante a fabricação do queijo prato, por corante luteína, com propriedades antioxidantes que evita essas doenças. Os resultados apontaram a absorção de 6mg de luteína em cada 100g de queijo, quantidade necessária para uma dieta diária de reposição dessa substância no organismo; e o melhor, sem alterar o sabor do produto”, revela a pesquisadora Denise Sobral.

O queijo prato é o segundo mais consumido no Brasil e a utilização da luteína pode trazer benefícios à saúde, sem alterar os hábitos da população. A luteína é um dos principais pigmentos maculares contidos na retina humana, sendo responsável por duas funções fundamentais: proteger a mácula contra o estresse oxidativo e filtrar a luz azul de alta energia, melhorando a acuidade visual.